Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

rota da ribeira de várzea

O grupo de amigos do vagabundeando, escolheu a região de Viseu para passar o fim de semana de 05 a 07 de Outubro de 2007. Apenas o Hélder, Mário e Paulo, acompanhados das respectivas mulheres é que participaram, pois o Luís tomou outras direcções, mais concretamente Viana do Castelo.

Abordaremos apenas o percurso pedestre efectuado, pois o restante é de outro âmbito, mas não deixando de referir que foi um excelente fim de semana.

Trata-se de um percurso pedestre de pequena rota, com cerca de 9 kms, ideal para a participação de todas as pessoas, mesmo aquelas que não estão habituadas a este tipo de actividade ou que de momento não podem realizar outro tipo de trilho.

A localidade de Várzea, fica situada no acesso através da Estrada Nacional 2, na direcção Viseu - Lamego, embora a escassos quilómetros da cidade. Quando se entra em Várzea, existe indicação da localização do percurso.

Deixamos a viatura estacionada na Estrada Municipal 649. Após a tradicional foto do início do trilho, percorremos uma distância curta e fomos ter a rio Vouga. Depois de alguma indefinição sobre o caminho a seguir, alguns de nós experimentaram a sensação de andar sobre as Poldras que mais não é que um meio de passagem entre margens, constituído por 86 pedras para o efeito, em que a distancia entre ambas não ultrapassava o passo normal. Nos meses de Inverno em que o caudal é superior, não é possível utilizar este atravessamento.

O percurso acompanha parte da ribeira de Várzea, onde tivemos oportunidade de observar alguns moinhos que, de uma forma geral, necessitam de recuperação, pois caso contrário a degradação irá tomar completamente conta destas máquinas que em tempos foram muito importantes.

 

A existência dos moinhos deram a concluir que a localidade é essencialmente agrícola. Já antes tínhamos observado uma vindima e mais tarde foi a vez de espigueiros e tractores a circular pelas artérias.

Antes de alcançarmos a barragem, observamos uma capelinha dedicada ao senhor da agonia, com uma imagem de cristo crucificado e com uma caveira aos pés.

Da barragem a Várzea não se registou nada de especial, a não ser fotografias, mas isso foi uma constante.

Durante todo o percurso, cumprimentamos sempre as pessoas com quem nos fomos cruzando, mas à entrada Várzea, envolvidos na conversa, não nos apercebemos de que um ancião se encontrava a descansar numa cadeira no logradouro da sua propriedade e como nada referimos, logo fomos chamados a atenção. Mais há frente encontramos uma Lagareta, que se trata de uma construção, que terá sido utilizada como lagar de azeite.

Chegados ao centro de Várzea, lanchamos na zona da eira e dos espigueiros, em via de restauro definitivo e depois concluímos o percurso até ao local onde havíamos deixado a viatura.

Este é o primeiro percurso implementado pela câmara municipal de Viseu. A sinalização está conforme, mas cria demasiada alteração paisagística. Os sinais estão colados sobre o suporte, tendo-se verificado que alguns deles se apresentavam a descolar ou a serem retirados. As marcações de tinta ainda vão sendo o melhor meio de sinalização. Durante o percurso que acompanha a ribeira através de um caminho, foi colocado barreiras de protecção, mas também por estas bandas o vandalismo encontra-se activo, pois algumas delas foram objecto de destruição. A manter-se assim, os responsáveis vão concluir que não serão necessárias, dado que o caminho se serve o povo da localidade, também serve para aqueles que praticam o gosto pelas caminhadas.

 

música: rota da ribeira da várzea
publicado por vagabundos às 09:24
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