Quarta-feira, 23 de Outubro de 2013

Caminho do Norte (de Baamonde a Santiago) - de 31 de Agosto a 4 de Setembro de 2013

Depois de muita indecisão sobre qual o caminho a realizar, a escolha acabou por recair no Caminho do Norte. Para realizar um mínimo de 100 quilómetros que dessem direito à Compostela, o início deveria ser em Baamonde. O objectivo não era propriamente fazer o mínimo dos mínimos, mas o calendário assim o impunha. Depois de alguma preparação e programação, nos dias que antecederam o início desta peregrinação trouxe, como não podia deixar de ser, medos, indecisões e dúvidas de última hora, referentes às etapas a realizar, ao local onde deixar o carro e aos transportes disponíveis para depois o recolher, ao calçado e ao equipamento a levar...enfim, tudo normal :)

Por fim, a programação das etapas ficou com o seguinte perfil:

1 - Baamonde - Miraz = 20 Kms

2 - Miraz - Sobrado dos Monxes = 26 Kms

3 - Sobrado dos Monxes - Arzúa = 21 Kms

4 - Arzúa - O Pedrouzo = 19 Kms

5 - O Pedrouzo - Santiago Compostela = 20 Kms

 

Sábado, 31 DE Agosto de 2013 - DE VILA NOVA DE GAIA A BAAMONDE (DE CARRO) E DAÍ ATÉ MIRAZ (A PÉ)

A alvorada foi bem cedo. Mas nem por isso começamos a caminhar à hora programada. Há sempre imprevistos que impedem o cumprimento à risca dos planos. Neste caminho, juntaram-se dois vagabundos improváveis: Anabela e Hélder.

 

Nesta primeira etapa, deveríamos começar a caminhar em Baamonde e terminar em Miraz. Só trocamos a borracha dos pneus do carro pela das solas das botas quando já eram umas 11h30. Tomamos o pequeno-almoço no café A Rotonda, onde aparcamos o coche, e onde um pobre atendia sozinho à mesa, preparava os pedidos e ainda tratava do caixa, o pedido de uns 20 clientes!! O albergue fica mito próximo deste café e por isso fomos até lá tirar a fotografia da praxe. Trocamos de imediato favores com um peregrino espanhol. Ele quitounos una foto, e nós tiramos-lhe uma fotografia a ele. Ele não ficou muito satisfeito e reclamou com a foto que eu lhe tirei. As palavras dele foram "me has ponido gordo" :) - mas eu juro que não distorci a realidade!!!

 

 

Os primeiros 30 a 40 minutos de caminho foram bastante aborrecidos. Só calcamos alcatrão e as vistas são para uma linha de combóio. Quando finalmente saímos da estrada e atravessamos a dita linha "para o lado de lá", tudo se alterou.

 

      
 
 O piso, que passa a ser em terra. A paisagem, que passa a ser uma verdadeira representação da natureza, e até a nossa disposição mudou. As línguas soltaram-se e os pensamentos, que até aí haviam estado aprisionados entre a pasmaceira da estrada e a nossa disposição "limitada", seguiram o exemplo e também eles passaram a estar em estado de plena liberdade, alimentando conversas bem interessantes. Toda a envolvência mudou, de tal forma que nem demos pelos quilómetros passarem e em menos de nada chegamos a Carballedo, onde tem um local bem catita para comer uns bocadillos e umas empanadas, que podem ser acompanhadas por um belo sumo de naranja natural ou por bebidas engarrafadas.

 

   
 
   

 

Nós, todos orgulhosos do nosso magnífico castelhano, ficamos embatucados quando a senhora que nos estava a atender começou a falar connosco em português do Brasil. Claro que a nossa curiosidade obrigou a que perguntássemos como raio apareciam enterradas no meio da Galiza duas (sim, porque entretanto chegou a irmã) brasileiras. Lá nos explicaram que a família é desta região mas que alguns tinham emigrado para o Brasil em busca de novas e melhores oportunidades e que elas tinham nascido e vivido do outro lado do oceano. Conhecem muito de Portugal e em breve pretendem fazer mais uma visita. Terminado o nosso bocadillo, tomamos um café e depois das contas feitas, abalamos para os restantes quilómetros desta etapa.

 

     
 
   
  

Passamos a ter a companhia quase constante de 2 jovens espanhóis. Um deles, nem sei porque é que leva mochila. Bastava-lhe ter duas alças e uns elásticos porque levava quase todo o material no exterior: meias, toalha, chinelos, água...em boa verdade não devia ter nada lá dentro :)

 

 

Domingo, 1 de Setembro de 2013 - DE MIRAZ A SOBRADO DOS MONXES

Das 6h30 em diante já não houve sossego na camarata. Zips e velcros são práticos e amigos dos peregrinos...quando estes se encontram acordados!! Porque no silêncio da noite, criam mais bordel que um elefante a caminhar dentro de uma cristaleira. Às 7h fomos tomar o pequeno almoço, que neste albergue nos é oferecido. Bem, oferecido é uma maneira de dizer. Em boa verdade pagamos mais 1 euro ontem quando fizemos o check-in. Pão, manteiga, marmelada, café e leite. Pelo preço não se pode pedir muito mais. Nem nós queríamos mais :)

 

Às 7h50 começamos a caminhar. Na fase inicial do trajecto é muito parecido com a paisagem e envolvente com que terminamos ontem, percorrendo ruas estreitas, onde impera a presença de cocó bovino :) e com casas típicas de agricultores. Depois entramos em traçado de montanha, com subidas e descidas constantes, piso em terra e com muitas pedras e com muita vegetação. Depois de um pedaço de grande introspecção, as línguas, os pensamentos e os sentimentos/lembranças ganharam vida própria e voltamos a ter uma etapa em que a beleza do caminho passou despercebida face ao contacto próximo e à sintonia que mantivemos. De tal forma, que nem demos pelos quilómetros passarem e quando demos por nós, eram 13h30 e estávamos a chegar ao nosso destino. Após cerca de 25 kms, estávamos um bocadinho moídos, mas nem uma paragem fizemos e o nosso estado energético estava elevadíssimo. Estivemos um bocado indecisos entre ficar por aqui ou irmos já até Boimorto, mas o facto de o albergue estar inserido nos claustros de um mosteiro e de o ambiente ser propício a muita meditação, ajudou-nos a tomar a decisão de parar.

 

   
 
   
  

 
     
 
Comemos uma sandocha e depois estivemos a aproveitar a paz dos jardins do mosteiro. Por aí fomos passando a tarde. Ao finalzinho, ainda com um calor magnífico, tomamos um belo banho, que é sempre retemperador. Tratamos da roupa e preparamos os beliches. Como ainda me sobram algumas frases do Paulo, vou distribuindo a alguns peregrinos, mas agora já tem que ser de forma "regrada", pois já não dá para todos :).

 

Temos conhecido gente interessante e de todos destaco aquele a quem inicialmente apelidamos de "D. Juan do Chile". Não sei porquê, mas este homem é um galanteador nato. E não julguem que me refiro a engatar miúdas. Ele tem a capacidade de lançar "charme humano" sobre todos em geral. Para além de um poliglota talentoso, é extremamente simpático e afável, e fala com toda a gente conseguindo adaptar-se ao estilo de cada um. Chama-se Álvaro. Há também um trio de espanhóis, entre os quais está um niño de 10 anos. Já compartilhamos um compeed com eles e insistiam que amanhã o queriam devolver. Espírito de peregrino. Mas eu acho que não quero. Para além de pouco higiénico já não vai colar! Espírito de parvo :P

 

Há também uma italiana que está a fazer o caminho sozinha, um grupo de 3 russas, um casal de dinamarqueses, enfim...não falta variedade :)

Fizemos uma visita ao mosteiro e valeu bem a pena. É imponente! Explicaram-nos que em tempos esteve revestido de musgo para que não lhe cobiçassem a beleza. Ainda hoje pertence à ordem religiosa de Cister, que para além de muito rica, é extremamente poderosa. Coisas de religião :P

 

   

  

Fomos ao supermercado do Cláudio comprar tomate e uma empanada, que serão acompanhadas por uma cola e uma coronita. Também compramos fruta e água para amanhã. Fomos preparar a salada para a cozinha do albergue e vamos falando com os restantes companheiros de jornada. Quanto mais os conhecemos, mais nos apercebemos de como são simpáticos e divertidos. Vamos oferecendo coisas e ajuda uns aos outros. Aceitamos uma sopa da nossa vizinha italiana (que por sinal estava deliciosa), emprestei o meu canivete suíço para o nosso amigo chileno, que também tem nacionalidade alemã) poder abrir uma botella de viño rojo...foi um serão muito bem passado.

 

 

Fomos depois beber um café ao que se seguiu a tentação do dia. Quando há pouco fui às compras não resisti a comprar um licor de hierbas que se vende em sticks como os do açúcar dos cafés. Ideia brilhante :)

Hasta mañana chicos e chicas ;)

 

 

Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013 - DE SOBRADO DOS MONXES A...SALCEDA!!!

O dia começou semelhante ao anterior. Depois de arrumarmos as tralhas todas (é incrível a tralha que se consegue meter dentro de uma mochila) tomamos o pequeno-almoço habitual: tostadas e café, na praça logo ao lado do mosteiro. Pouco passava das 8h quando nos metemos ao caminho e o primeiro peregrino que vimos foi o nosso amigo chileno. Seguimos na sua companhia durante um bocado, discutindo sobre religião, economia, a natureza, tudo e nada!! É uma daquelas pessoas que dá gosto conhecer. Hoje está a prever ir até Sta. Irene, ou seja, vai fazer mais Kms que nós, que só vamos até Arzúa. Ficamos a saber que trabalhou no norte da Alemanha durante muitos anos como criativo de publicidade. Mas era um pouco contra a sua natureza porque sendo contra o capitalismo, sentia que acabava por contribuir para o mesmo através do seu trabalho. Então deixou essa vida e comprou um "espaço" num dos sítios do globo que eu mais gostaria de visitar. Adivinhem lá onde? Pois bem. Se responderam Patagónia é porque me conhecem bem e acertaram em cheio :) Claro que troquei contactos com ele e tenciono MESMO ir visitá-lo. Talvez aproveite para na mesma viagem cumprir outro sonho e consiga ir a Machu Picchu...

 

  

    

  

   
 
Entretanto ficou para trás para tirar algo da sapatilha e nós seguimos caminho. Ele disse que nos voltaríamos a encontrar e não se enganou. Depois de uns bons Kms em paisagens e terrenos bem agradáveis de trilhar, ao longo dos quais a conversa e a boa-disposição fluíram com naturalidade, paramos num belo jardim mesmo à entrada de Boimorto para comermos as ameixas que tínhamos comprado no dia anterior e eis que ele nos apanha. Já vinha acompanhado de outros peregrinos e ainda ficamos um bocado na conversa, mas como já tínhamos terminado, lá abalamos antes deles. Caminho é mesmo assim. Nunca se está sozinho, mas também não há prisão entre ninguém. Entramos então numa zona mais monótona, pois o caminho segue principalmente por estrada. Ao chegarmos a Arzúa há uma subida de primeira categoria, mas superámo-la com distinção. Tanta que apesar de este ser o nosso destino programado de hoje, não nos apeteceu parar e palavra puxa palavra, decidimos que o nosso destino desse dia podia ser mais adiante. Assim, depois de metermos qualquer coisita no bucho, voltamos a meter os pés ao pó do caminho. Sim, pó porque felizmente voltamos a sair da estrada e a percorrer trilhos bem mais agradáveis. Seguimos assim até Salceda em amena cavaqueira e aí dirigimo-nos ao albergue privado. Acabamos por fazer mais uns quilómetros do que estava previsto, mas não vamos tirar qualquer partido disso em termos de roteiro. Foi apenas porque nos apeteceu. Caminho é mesmo isso. Amanhã deveremos seguir até O Pedrouzo. Quer isso dizer que temos pouquíssimos Kms para percorrer. Mas algo me diz que não é por acaso. A ver vamos :)

 

 

   

 

 

Terça-feira, 3 de Setembro de 2013 - DE SALCEDA A O PEDROUZO

Hoje preguiçamos um bocado. Só vamos caminhar uns 7 ou 8 kms, por isso podemos dar-nos a esse luxo. Esquecemo-nos de carimbar as credenciais no primeiro café. Talvez pelo facto de não termos parado lá para tomar nada :P!!

 

Assim, decidimos que iríamos parar no seguinte para esse fim e aproveitaríamos para tomar um café ou um sumo. O tempo continua fantástico. Muito sol, uma brisa que corre suave e uma temperatura que durante a manhã é muito agradável para caminhar, embora se torne excessiva durante a tarde. O trajecto é agradável, passando essencialmente entre vegetação. Há depois um troço em que se caminha paralelamente à estrada nacional e é precisamente aí que começam a aparecer estabelecimentos comerciais. Quando decidimos optar pelo primeiro, estávamos longe de pensar que iríamos lá ficar muito para além do combinado. Mas precisamente sentado nesse café, estava o nosso amigo chileno. Lembram-se de referir que nada é por acaso? Muito provavelmente foi esta a razão. Passamos aqui um dos melhores bocados de partilha que o caminho nos proporcionou até agora. Juntamente com o Álvaro estava um peregrino brasileiro que se encontra a fazer o Caminho Francês. 

 

  

   
  

Depois de 2 dedos de conversa com eles, onde se juntou de forma estranha mas muito divertida o português (de Portugal e do Brasil) e o Castelhano, eis que chegam junto de nós um trio de portugueses de Rebordosa, que são em si mesmos a personificação da boa disposição e do espírito da malta do nuorte carago :)

 

Com uma alegria e simpatia contagiantes, ao bom espírito de peregrinos lá ficamos todos sem nos conhecermos, mas a falarmos como se de amigos de longa data se tratassem. Chegaram entretanto mais duas portuguesas que eles também conhecem, uma alentejana e outra de Peniche. Por último juntou-se-nos uma coreana que foi a estrela da companhia. Franzina e de aspecto frágil, com sessenta e tal anos, anda a fazer o Caminho Francês sozinha e quando lhe bateram palmas à sua chegada, até com a dança do Gangnam Style nos brindou :) foi fabuloso. Simplesmente único e imperdível. Depois de mais um bom bocado, lá seguimos caminho todos juntos. Mais uma vez entretive-me numa conversa encantadora com o Álvaro sobre a vida, igualdades, injustiças e outros temas interessantes. Tão entretidos estávamos que nem demos pelo tempo passar e em menos de nada chegamos ao albergue. Ele não vai ficar aqui. Diz que quer dormir ao relento. Despedimo-nos com um abraço e a garantir que nos havíamos de voltar a ver. Da minha parte, garanti-lhe que se não fosse em Santiago, seria por certo na Patagónia.

 

Promessa feita. Mesmo que o volte a ver em Santiago :D

 

Fomos fazer o check-in no albergue e como não desayunamos, saímos directos para o Che Café para comer uma bela salada. Já estávamos a ficar um bocado fartos de tantos bocadillos. De volta ao albergue tivemos mais um momento fixola, o Álvaro ainda se mantinha por aqui e estava a beber uma caña, acompanhado por um italiano, e a guardar que o calor amainasse. Ficamos sem perceber muito bem se era peregrino ou apenas um vagabundo do mundo. Ali ficamos a conversar sobre guerras, religião, poder, pobreza e sítios interessantes para se visitar. Falamos sobre pesca, espécies em vias de extinção, ganância humana e muito mais. Foi "apenas" mais uma lição de vida e mais um momento agradável. Não posso deixar de referir que este italiano e cidadão do mundo se fazia deslocar de bicicleta. No lugar da habitual garrafa de água, trazia uma de tintol :) Muito bom!!!

 

Depois de um jantar em que repetimos o menu do almoço, e no qual houve temas de conversa variados, e interessantes, ao recolher ao albergue tivemos uma agradável surpresa, pois um grupo de músicos tradicionais da Galiza estava à porta a tocar músicas baseadas em gaitas de foles e bombos, acompanhadas de puro improviso peregrino, ao dançarem músicas totalmente desconhecidas com movimentos que pouco tinham que ver com o estilo de música, mas que permitiu mais um momento de excelente disposição e de pura magia. Foi de facto um dia mito agradável ;)

 

 

Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013 - DE O PEDROUZO A SANTIAGO

Ontem terminei o post do blog cedo de mais :(

 

Pouco depois de nos deitarmos e adormecermos, eis que surgem do nada alguns dos maiores inimigos dos peregrinos. Os chamados "peregrinos de mierda"...

 

Um grupo enorme de jovens espanhóis que estava a fazer o caminho, sem qualquer respeito pelos demais utilizadores do albergue, estiveram aos berros em cantorias e "vivas los coños" quase até à uma da manhã. Como se isso não bastasse, quando recolheram às camaratas foi um bater de portas, aberturas e fechos de zips e sacas plásticas, capazes de enervar a mais pacata alma à face da crosta terrestre. E o estupor do cenário repetiu-se às 5h da manhã, quando decidiram levantar-se. Sabemos que o desabafo que se segue não é digno de peregrinos, nem sequer de um bom ser humano, mas pqop...Santiago havia de lhes espetar com os bastões nos cornos quando lá chegassem :)

 

Depois deste desabafo já me sinto melhorzinho :P

 

Ainda o sol tardaria a surgir quando saímos do café já com o pequeno-almoço no bucho. Ao dirigirmo-nos ao caminho, encontramos uma peregrina espanhola que no escuro estava indecisa sobre por onde seguia o caminho. Andava a fazer o Caminho Francês sozinha e nós dissemos que nos podia acompanhar pois já tínhamos passado por aquele bocado e sabíamos por onde seguia. Ela estava a mancar um pouco e quando começou a ver as setas agradeceu e disse que ia ao ritmo dela, mas como sabíamos que íamos atravessar bosque cerrado ainda no escuro, decidimos seguir junto dela. Durante cerca de 1 hora tivemos que seguir com as lanternas acesas e muito atentos às indicações pois o caminho é feito totalmente no meio de árvores e vegetação. Quando se começou a ver a luz do dia e encontramos o primeiro café, ela agradeceu muito a nossa companhia (acho que ela nunca teria feito aquele bocado sozinha) e ficou por ali para o pequeno-almoço. Lá seguimos a nossa jornada.

 

 

Como já vem sendo tradição, paramos para um reforço alimentar no parque de campismo entre a Televisão da Galiza e a RTVE e quando passamos ao Seminário do Monte do Gozo já começamos a arrebitar o nariz pois já cheirava a Santiago...e não era à tarte :P

 

   
 

Adivinhem lá quem foi que encontramos mesmo à entrada da cidade? O nosso amigo Álvaro :D

 

Acho que sempre dormiu ao relento e acordou com uns turistas italianos a achar que ele era a encarnação do próprio Santiago :P

 

Percorremos juntos os poucos metros que nos separavam da antiga porta da muralha e disfarçadamente ele deixou-se ficar para trás ao chegarmos à praça do Obradoiro. De maneira que este foi um momento muito especial e de grande emoção. Já cheguei a Santiago com muitos estados de espírito diferentes, mas chegar com esta companhia depois de um caminho tão agradável era algo por que ansiava e foi um momento magnífico.

 

  

Quando fomos recolher a Compostela voltamos a encontrar o Álvaro e fomos todos convidados para entrar num documentário. Infelizmente não pudemos aceitar porque era condição de exigência que estivéssemos na missa desse dia e do seguinte. Nesse dia poderíamos estar, mas limitações de calendário impediam-nos de estar presentes no dia seguinte. Ao separarmo-nos, ele já na companhia da assistente de realização, voltamos a despedirmo-nos e a prometer que nos haveríamos de voltar a ver. Ao que ele respondeu: quanto mais não seja, no ecrã :D

 

 

 

publicado por vagabundos às 16:06
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